domingo, 11 de julho de 2010

Home made junkie food





Junkie food não faz ninguém se orgulhar de comê-la, no entanto, quando se faz do catchup ao pão, a conversa muda de figura. Pão fresco, assado na hora, casquinha crocante e miolo macio, hamburguer de patinho, suculento e gostoso, alface, tomate, muzzarela, catchup do Jamie e, infelizmente, batatas congeladas. Não houve tempo para as batatas rústicas, aquelas assadas com casca, ótimas pra acompanhar o sanduba. Ah, vale dizer que a saladinha aqui é orgânica, alface roxa e tomate da represa do Seu Valmir, que gentilmente compartilha sua horta com toda a família. Obrigada, pai!

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Elas não são daqui, mas são muito bem vindas



Essas lindas senhoritas...







Com suas irmãs branquelas...













Juntaram-se a amigos morangos e se transformaram numa linda e perfumada calda, que fizeram ótima companhia para coraçõezinhos de brownie com amêndoas e bolas de sorvete de creme. Como diria Jamie, "lovely"! Framboesas vermelhas, selvagens e pretas, eu já conhecia, mas as tais 'framboesas gold', que encontrei no meu horti, são pura novidade pra mim. São lindas, de um amarelo palha tão clarinho que chegam a parecer transparentes, e têm o mesmo gosto da irmã vermelha. Pesquisando sobre o assunto, descobri que existem centenas de espécies de framboesas, mas a maioria é mesmo vermelha. Essa variedade amarela (golden raspberry, in english) é fruto de uma variação genética. Sem a manifestação dos pigmentos nos genes, elas nascem assim, pale yellow. Lindas.
PS: elas sumiram na calda, tingidas pelas cores do morango e das irmãs vermelhas. Tadinhas! Pensei numa calda só delas, bem dourada mesmo. Quando fizer, posto aqui.

domingo, 9 de maio de 2010

Gnocchi pra dar sorte!



Não tem essa de dia 29, todo dia é dia de gnocchi, ou aportuguesando, nhoque mesmo.



Massa macia, suculenta na boca, que recebe maravilhosamente uma enorme gama de molhos, o nhoque não é um bicho de sete cabeças. Batatas cozidas, farinha ou sêmola, ovo, noz moscada, sal e pimenta. Delicadeza pra incorporar todo mundo e diversão pra fazer os pequenos bolinhos ovais, prontos pra se unirem ao molho espesso e farto que deve acompanhá-los.



A receita da massa é de um amigo, grande cozinheiro, o Campagnolo, com quem tive o privilégio de trabalhar no Café Riso e Etc, em Floripa. O molho foi a ideia da hora no dia. Shimeji seco na despensa (hidratado em fundo escuro e um pouco de vinho tinto seco), contra filé na geladeira (em pequenas iscas, salteado em azeite, com a frigideira deglaçada com mais vinho tinto seco, secando até sumir o aroma etéreo), fundo escuro dando sopa por ali também (depois de secar o vinho do contra filé, juntei o fundo, mais os cogumelos hidratados), pronto.

Para 4 pessoas
você vai precisar de:
- 200g sêmola
- 600g de batatas
- 20g de manteiga
- 1 ovo
- noz moscada, sal e pimenta q.b.

Faça assim:
Cozinhe as batatas em água por 20 minutos e depois escorra e asse em forno médio, a 180°C por 40 minutos ou até que estejam cozidas. Amassá-las ainda quentes e incorporar a manteiga, o sal, a noz moscada e a pimenta. Faça um vulcão com a sêmola e no buraco junte primeiro o ovo e depois o purê, incorporando tudo, com muita delicadeza - as batatas não gostam de muita manipulação. Faça rolinhos da grossura de um dedo, corte em pedaços de mais ou menos 1,5cm e vamos moldar os nhoques: com a mão esquerda, segure um garfo com as costas viradas pra fora. Com a mão direita, aperte os pedacinhos de massa contra o garfo, deslizando o nhoque pra baixo, ficando com um lado estriado, com as marcas do garfo, e no outro um buraquinho, do seu dedo. Essas texturas na massa faz com que o molho grude ali, entrando no nhoque... coisa linda.
O molho deve seguir sua criatividade ou mesmo aproveitar o que se tem na geladeira de forma harmônica e com bom senso. Boas opções: a receitinha rápida ali de cima com cogumelos secos ou frescos e carne vermelha, molho de tomate e manjericão ou molho de gorgonzola com creme de leite. Simples e delicioso... ah, sempre com parmesão ralado na hora por cima. E azeite extra pra perfumar ainda mais o prato. Salvem os italianos!

sábado, 8 de maio de 2010

Who wants some pancakes?




Bom, a pergunta é um clássico em filmes americanos onde se tenha uma família com crianças e cenas de pijamas no café da manhã. Mas, como somos brasileiros, nada de Mapple Syrup, por aqui acompanhamos nossas panquecas gordinhas com mel de flor de laranjeira, melado de cana ou mesmo um bom naco de manteiga. Natas frescas também combinam... uma camada com nata, outra com geléia. Delírio de café da manhã.
Receitinha infalível de panquecas, ficam fofinhas, macias, extremamente convidativas.

você vai precisar de:
- 2 ovos separados (gemas e claras em neve)
- 240ml de leite (1 xíc)
- 185g de farinha de trigo (1 e 1/2 xíc)
- 2 colheres de sopa de açúcar
- 20g de manteiga derretida (1 col sopa)
- 1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio
- 1 colher de chá de fermento químico
- 1 pitada de sal
- 1 col chá essência de baunilha

faça assim:
Peneire os secos, misturando tudo: farinha, fermento, bicarbonato, sal e açúcar. Misture os molhados, exceto as claras em neve: gemas, leite, manteiga e baunilha. Faça um buraco no meio dos secos, como se fosse um vulcão. Junte os molhados nesse buraco, aos poucos, incorporando bem, com um fuet, aquele batedor de arames. Massa homogênea, junte delicadamente as claras em neve. Em fogo baixo, coloque "conchadas" da massa numa frigideira de preferência antiaderente. Vire quando aparecerem bolhinhas maiores na massa, depois de uns 40 segundos, mais ou menos. Doure o outro lado e pronto. Café da manhã com sotaque americano. Mas o tempero é brasileiro.

sábado, 24 de abril de 2010

Cheirinho das minas gerais




Quem não gosta de pão de queijo quentinho que atire a primeira pedra.
A mandioca realmente é uma dádiva da terra. Dela extraimos produtos, os mais variados, incluindo nosso velho amigo: o polvilho. Doce ou azedo, fino ou granuloso, as biscoiteiras garantem que o feito na roça é melhor, "os quitutes ficam uma beleza"... Como não é sempre que se pode encontrar um bom polvilho recém trazido da roça, nossa ilustre amiga Neide Rigo, do Come-se, ensina a fazer um fresquinho, em casa mesmo. Vale conferir. Em outro post, ela explica sobre a diferença entre o doce e o azedo. A receita do pão de queijo de liquidificador (foto), está aqui. Eu usei polvilho azedo, em vez de doce, e o da foto era com queijo de araxá meia cura ralado por cima.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Família saborosa

A família é a mesma, cada qual tem sua gostosura e os dois juntos se completam e formam a já clássica mistura: chocolate e cupuaçu.
Theobroma cacao é o cacau e Theobroma grandiflorum é o cupuaçu. Este último é nativo da Amazônia e o cacau é nativo da América Central e Brasil. Do cacau é feito o adorado chocolate e do cupuaçu, nasce o cupulate. Cupulate é o produto feito da manteiga do cupuaçu. As sementes do cupuaçu são fermentadas, secas, torradas, descascadas e moídas, transformando-se num produto com sabor, textura, aroma e valor nutritivo similares ao do primo famoso mundialmente.
O casamento dessas duas sementes, o cacau e o cupuaçu, se mostra delicioso em bombons, tortas; e nessa versão mousse, o elegante par preto e branco também não fez feio. A mousse de baixo é com chocolate meio amargo e a de cima, com cupuaçu, mais raspinhas de chocolate pra deslizar no céu da boca com a massa aerada doce, azedinha e amarga na medida certa.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Não tem pão? Comam brioches...

Se ela falou ou não, não vem ao caso. Mas, Maria Antonieta sabia o que era bom. Um brioche recém saído do forno, quentinho, com manteiga derretendo na fatia e uma boa xícara de café... eu podia viver disso pra sempre. Aliás, se eu tivesse que escolher 5 coisas pra comer o resto da vida, seriam: pão, azeite, vinho, queijo e castanhas. O pão podia ser o brioche, o azeite, um bom extra virgem, o vinho, um pinnot noir, o queijo, um minas meia cura e as castanhas do Pará. Viveria feliz para sempre...

















Brioches nos formatos nanterre (na frente) e parisiense (os gordinhos do fundo)

você vai precisar de:

- 1kg farinha de trigo

- 50g fermento biológico fresco*

- 150ml leite morno

- 150g açúcar

- 250g manteiga sem sal**

- 6 ovos

- 10g sal

*para a equivalência com o fermento biológico seco, basta usar 1/3 do recomendado para o fresco.

** temperatura ambiente

Prepare assim:

  1. Dissolver o fermento com o leite morno. Reservar. Peneirar a farinha, o sal e o açúcar sobre uma bancada ou tigela grande, misturados. Fazer um buraco no centro do monte e juntar, aos poucos, o leite com o fermento e os ovos. Ligar bem os ingredientes. Sovar a massa até que ela fique ligeiramente pegajosa e elástica, mas já desprendendo da bancada ou da tigela. Abrir a massa e espalhar cubos de manteiga em cima. Amassar para que os ingredientes se misturem. Bater a massa contra a bancada ou tigela, puxando-a para cima. Seguir sovando até que a massa fique lisa e homogênea.
  2. Polvilhar a superfície da massa com farinha, colocar em um recipiente e cubrir com um plástico filme, deixando descansar, em temperatura ambiente, por aproximadamente 1 hora ou até dobrar de tamanho.
  3. Achatar a massa para retirar os gases, trabalhar a massa por mais 1 minuto e levar à geladeira por no mínimo 1 hora, coberta com filme plástico. (Para um melhor resultado, deixar descansar na geladeira de 12 a 24 horas).
  4. Retirar a massa gelada para utilizar. Cortar no formato desejado (podem-se fazer bolotas e encaixá-las numa forma de bolo inglês ou usar forminhas parisienses parecendo florzinhas, tranças), e deixar fermentar até que dobre de volume. Pincelar a superfície com ovo batido, com cuidado. Levar ao forno pré-aquecido a 180° C por 20 minutos ou até que fiquem dourados.